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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

NOVIDADE

Dr. Hélio Haddad, um incansável lutador pelas questões da Saúde e do Meio Ambiente, é personagem de uma ótima charge de autoria de Elísia Juliacci. Confira!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

25 SUGESTÕES PARA UMA EFETIVA MUDANÇA DE HÁBITOS EM RELAÇÃO AO MEIO AMBIENTE

1 – Evite o desperdício de alimentos. Só pra se ter uma ideia, 30% dos alimentos produzidos no Brasil são descartados ou perdidos.
2 – Substitua todos os descartáveis possíveis (copos, sacolas, garrafas, barbeadores etc) por produtos duráveis.
3 – Não descarte algo que ainda possa ser usado por alguém.
4 – Use um produto durante toda a sua vida útil, evitando o consumismo desnecessário.
5 – Não compre mercadorias piratas e provenientes do comércio informal.
6 – Não desperdice água. Fechar a torneira ao escovar os dentes, verificar se há vazamentos e regar plantas com esguicho tipo revólver são algumas ações auxiliares.
 
 Esguicho tipo revólver: alternativa em prol da economia de água
 
7 – Não jogue lixo na rua.
8 – Troque lâmpadas incandescentes por lâmpadas econômicas.
9 – Reduza o tempo de banho quente.
10 – Desligue eletrodomésticos quando não estiverem em uso, pois as lâmpadas-piloto também gastam energia.
11 – Verifique o consumo de energia antes de adquirir um equipamento elétrico.
12 – Cuide do lixo eletrônico, que contamina a terra e a água. Conhecido como e-lixo, ele aumenta 40 milhões de toneladas a cada ano.
13 – Invista na reciclagem de tudo o que for possível.
14 – Repense seu modo de vida priorizando os três R’s: Reduzir, Reusar e Reciclar.
15 –  Não jogue óleo de cozinha usado na pia.
 
                    Descarte de óleo de cozinha: cada litro despejado no esgoto pode poluir cerca de 1 milhão de litros de água

16 – Doe tudo que não seja mais útil ou necessário.
17 – Use sempre sacolas retornáveis.
18 – Ao comprar, dê preferência a produtos reciclados.
19 – Adquira produtos com pouca embalagem.
20 – Não descarte de maneira inadequada plásticos, pilhas, baterias de celular, computadores, restos de tinta e produtos químicos.
21 – Não jogue remédios vencidos ou sobras de medicamentos no lixo comum. Inutilize-os e retire-os das embalagens originais para evitar consumos indevidos.
22 – Use os dois lados de uma folha de papel.
23 – Separe tudo o que puder ser reciclado e dê destino correto a esses materiais.
24 – Invista tempo e boa vontade para uma maior conscientização ambiental de todas as pessoas, inclusive das crianças.
25 – Divulgue essas ações para seus familiares, amigos e vizinhos, e torne-se um multiplicador a partir de agora.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

POR QUE "SAÚDE E MEIO AMBIENTE"?


Por que este blog se chama “Saúde e Meio Ambiente”? Respondo: porque a nossa saúde está diretamente ligada à maneira como tratamos o ambiente em que vivemos.
 
Em nome do progresso, o ser humano vem agindo como o maior predador global já conhecido. Lança mão dos recursos naturais em nome do desenvolvimento, com a finalidade de alcançar uma melhor qualidade de vida. Mas, na realidade, a humanidade está destruindo o planeta onde vive, degradando e poluindo a terra, a água e o ar. Isso, em curto prazo, trará um legado de doenças e de sérias ameaças à sobrevivência das próximas gerações, e quem sabe, até mesmo de nossa própria geração.
 
Ao poluir a terra, o ar e a água, criamos condições para a disseminação de doenças das mais diversas: bacterianas, virais, alérgicas, tóxicas, degenerativas e até mesmo para o aumento da ocorrência de todos os tipos de cânceres. Há estudos que afirmam que metade dos casos de câncer poderiam ser evitados com cuidados básicos de saúde, como uma alimentação saudável e prática de exercícios físicos. Mas como ter uma alimentação saudável se os alimentos ingeridos apresentam alto índice de contaminação nociva de todo tipo? O mesmo pode ser dito em relação às doenças cardiovasculares, que matam precocemente homens e mulheres, aos milhares, em todo o mundo.
 
Vemos, assim, a grande contradição: em nome do progresso, o homem devasta o planeta, e esta devastação se volta contra ele e o mata. A degradação ambiental agigantou-se tanto que tememos que ela seja irreversível. É preciso então um pouco de bom senso. Vamos nos engajar já na luta pela recuperação do ambiente em que vivemos. Muitas espécies já foram extintas. É uma grande lição que deve ser aprendida e ensinada. Caso contrário, outras espécies se extinguirão, até a última das que hoje conhecemos, e não haverá volta possível.
 
Vamos aprender, na prática, a reutilizar, a cuidar do lixo, a diminuir seu volume. Vamos parar de descartar no ambiente tudo o que for capaz de degradá-lo: pilhas, baterias, eletroeletrônicos, plásticos, óleos de fontes renováveis (como os de cozinha) e os derivados do petróleo. Vamos ter responsabilidade com os produtos químicos, com os inseticidas, com os medicamentos que sobram, pois eles também poluem. Vamos proteger a fauna e a flora, essenciais ao equilíbrio ambiental.
 
Vamos plantar árvores, muitas árvores, e impedir sua derrubada. Vamos impedir as queimadas, poupar água e poupar energia. Sobretudo, vamos dar educação ambiental às crianças de todas as idades. Assim procedendo, estaremos colaborando para salvar o nosso maravilhoso planeta azul, como gosto de chamá-lo.

 

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

AS SACOLAS PLÁSTICAS

Artigo originalmente publicado no jornal Lavras News, na coluna Saúde e Meio Ambiente, em 10/12/2011

Nada mais atual que uma declaração feita por Theodore Roosevelt, Presidente dos Estados Unidos, em 1908, ao participar de uma conferência sobre conservação do meio ambiente. Ele afirmou que os EUA haviam enriquecido pela utilização pródiga dos recursos naturais, sem pensar nas consequências futuras do desaparecimento das florestas, do esgotamento dos recursos não renováveis, do empobrecimento do solo e da poluição das águas. Manifestou sua preocupação com as consequências futuras de tanta degradação do ambiente. Apesar de alertas sábios como este, cem anos depois discutimos sobre as mesmas questões: desmatamento, erosão do solo, esgotamento dos recursos naturais e poluição, e quase nada de concreto foi feito, na realidade, além de muitas palavras “jogadas ao vento”.

A partir de 1962 os cientistas começaram a explicar ao “bicho homem”, com demonstrações irrefutáveis, como a sociedade dita moderna estava atacando e destruindo os sistemas de apoio à vida em nosso planeta. Mesmo assim, os interesses econômicos barraram toda e qualquer medida contra estes fatos. Os malefícios causados pela poluição ambiental foram constatados desde a época do Império Romano, mas a humanidade só criou uma consciência ambienta do século XX, após vários desastres de grande proporção, causados pela poluição atmosférica. No início foram desastres limitados, mas eles hoje ameaçam toda a humanidade.



Os problemas ambientais aumentaram lado a lado com o crescimento da população mundial. Isto, porém, isoladamente, não foi a causa de tantos problemas. Houve grande crescimento no número de objetos de toda espécie, criados em nome de um conforto passageiro e utilizados por todos. Após o uso estes objetos são descartados e se acumulam por toda parte. O planeta já não consegue manter seu equilíbrio, não consegue absorver tantos poluentes que não se degradam, mas ao contrário, se acumulam. A satisfação das necessidades dos homens “modernos” gera uma quantidade crescente de lixo, não reaproveitado e mal descartado. Os recursos se esgotam, e grandes catástrofes são profetizadas para muito breve.

É hora (dará tempo?) de todos repensarem seus estilos de vida. É hora de cada um consumir menos, de gastar menos energia, de reaproveitar, de reciclar, de não poluir e, sobretudo, de fiscalizar. É hora de todos se unirem, não delegando aos “outros” a missão de salvar o planeta.

Vamos começar eliminando o uso das sacolas de plástico de nosso dia a dia. Vamos usar as antigas sacolas retornáveis. Quando não houver como fazê-lo, vamos optar pelas sacolas oxibiodegradáveis (aliás, sou autor da Lei Municipal nº 3510/2009, que proíbe o uso das sacolas plásticas não oxibiodegradáveis em Lavras). Esta proibição é em caráter facultativo até agosto de 2012. Não precisamos, porém, esperar a data limite legal para eliminá-las de nosso cotidiano. Vamos adotar esta prática HOJE... O meio ambiente agradece.


quarta-feira, 25 de julho de 2012

A GESTÃO AMBIENTAL DE CADA UM

Artigo originalmente publicado no jornal Lavras News, na coluna Saúde e Meio Ambiente, em 24/11/2011

Toda e qualquer atividade humana causa danos ao meio ambiente. A gestão ambiental planeja e desenvolve orientações e atividades que diminuem ou evitam estes danos, seja por empresas, seja por pessoas. O tratamento das questões ambientais depende totalmente da sociedade civil. Sem a participação de todos, nenhum programa de gestão ambiental poderá ter sucesso. Daí a importância da permanente conscientização de todas as comunidades para um assunto de tamanha importância e extrema gravidade.

O modo de vida atual, focado no consumo, é o principal ponto que precisa ser atacado. Além de alavancar o processo produtivo, altamente poluidor e degradante, surge uma consequência antes não imaginada: como e onde descartar as embalagens e os produtos que estão sendo substituídos, como por exemplo, celulares, eletroeletrônicos, lâmpadas, pilhas, baterias, pneus, produtos químicos e tantos outros.

Não podemos esperar ações nacionais ou estaduais. Compete aos governos municipais, com a participação das ONGs, das empresas e das comunidades locais, efetuar todas as ações de gestão ambiental que se tornem necessárias. Além de ser uma obrigação constitucional, trata-se de uma imposição moral e ética. Aqui se aplica maravilhosamente a expressão “pensar globalmente e agir localmente”, pois “será através da soma das pequenas ações individuais que conseguiremos atingir grandes resultados em relação ao meio ambiente”. O maior deles é a preservação da vida e da biodiversidade na terra.

Considero tarefa de extrema importância a incorporação, no dia a dia de todos, da maneira correta de efetuar o descarte de tudo o que sobrou após a satisfação das necessidades reais ou imaginárias de cada um. O lixo é o espelho de quem o gerou, e cabe ao Poder Público efetuar um controle real sobre o destino deste lixo. É urgente uma ampla ação de conscientização e de educação ambiental. Um primeiro passo é a elaboração daquilo que denominei “Mapa do Descarte”. Será uma orientação detalhada de como eliminar tudo o que não serve mais, no local correto, para receber tratamento preventivo, ser reutilizado e não agredir e poluir ainda mais o ambiente em que vivemos. Estas ações básicas são o início de uma cruzada em favor da sobrevivência da humanidade. A luta é de todos.